PRÓXIMO EPISÓDIO DE THE VAMPIRE DIARIES
8x07 - The Next Time I Hurt Somebody, It Could Be You
09 de Dezembro na CW
Sinopse | Fotos | Trailer
Ian Somerhalder publica texto contando sobre como foi ser diretor e comenta a carta escrita pelo fã Luke!

Como todos sabem, o episódio de TVD que foi ao ar na última sexta-feira foi dirigido pelo Ian. Durante a semana passada, havia saído a notícia de que o ator escreveria um texto no blog da Julie Plec no site da revista Entertainment Weekly sobre sua segunda experiência como diretor da série. E, também na semana passada, a cartinha escrita por um fã (o Luke, e você pode lê-la clicando aqui) também surgiu em vários sites ao redor do mundo. Abaixo, confiram a tradução do blog redigido pelo Ian e a resposta do ator ao texto do Luke.

Bem vindos de volta e obrigada por assistirem “Days of Future Past”, escrito por Melinda Hsu Taylor e dirigido pelo nosso Ian Somerhalder. Eu pedi para que o Ian assumisse as rédeas do blog essa noite como colunista convidado, mas antes de eu passar a bola para ele, eu queria mencionar que recentemente me tornei ciente de uma conversa acontecendo na comunidade de fãs da televisão sobre uma história que eu e os roteiristas não conhecíamos, mas que mexeu em um nervo. Parte disso envolve a alta estatística de morte de personagens lésbicas na televisão. Como vocês podem imaginar (ALERTA DE SPOILER), eu fiquei preocupada imediatamente que nosso próximo episódio mostraria a morte de Nora e Mary Louise, as noivas hereges. Infelizmente, em The Vampire Diaries, morte é provavelmente a saída para quase todos os personagens que passam pelo nosso universo. Porém, nós percebemos que talvez tenhamos causado alguma ofensa, sem querer, conforme mandamos esse casal ao encontro de um trágico destino. A conversa sobre esse problema me encoraja a fazer melhor em uma escala maior enquanto nós nos preparamos para contar histórias que honrem e que incluam a comunidade LGBTQ. Obrigada à comunidade de fãs por começarem esse diálogo e aumentarem a consciência, e por nos lembrarem que nós, enquanto roteiristas, temos uma voz que nos dá a liberdade de ajudar a fazer desse mundo um lugar melhor.

Obrigada. E agora, aqui está o Diário do Damon:

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Olá, irmão…Quero dizer, olá, pessoas da sexta-feira…É o Ian e certamente também é um pedacinho do Damon digitando aqui. Minha querida amiga e chefe Julie Plec e nossos maravilhosos amigos do EW foram gentis o suficiente em me deixarem escrever no diário semanal da Julie para que eu pudesse compartilhar um momento com vocês todos sobre o episódio 7×16 de The Vampire Diaries. A lista de todas as pessoas que fizeram esse e todos os outros episódios é tão longa que me tomaria todo esse post, então eu apenas queria dizer que eu amo e sou grato a cada membro dessa equipe que faz essa história ganhar vida toda semana. Eu sou realmente grato por ter tido essa oportunidade de conversar com todos vocês depois do episódio dessa noite, então vamos nessa.

Na última vez em que eu pude dirigir um episódio, a história era muito mais obscura, mais perigosa, empurrando nossos personagens (Caroline e Stefan) ao mais puro mal. Essa vez foi diferente. A história pedia uma abordagem mais leve porque estava acontecendo em nossa linha do tempo atual, três anos no futuro. Acabaram os flash-fowards no final dos episódios; vamos ficar bem aqui. Pelo menos, por enquanto…

“Days of Future Past” tinha mais tramas construídas, todas elas carregadas de consequências pesadas, todas construindo simultaneamente uma crescente emocional e, então, abruptamente acabando em tragédia com nosso herói dentro da Pedra do Inferno e sem nenhum jeito de tirá-lo de lá.

Eu fui muito sortudo na verdade, porque dirigi o episódio 6×16 ano passado e o 7×16 esse ano, que caiu na janela de hiatus de Natal. Eu me sinto muito feliz em ter tido essa sorte na agenda porque eu tive muito mais tempo com o roteiro enquanto estava de férias com a minha família. Foi ótimo estar lá nas montanhas com a paz e a quietude da neve branca que realmente me permitiram sonhar com cenas, performances e estilos.

Dirigir qualquer coisa, desde um curta metragem até um episódio de televisão ou um filme de grande orçamento, é uma baita jornada com várias partes em movimento. A cada momento, você está correndo contra o relógio, vivendo com duas grandes questões respirando perto do seu cangote o tempo todo. Sim, igual a vida, essas duas grandes questões são o tempo e o dinheiro. O quão rápido e bem sucedidamente você pode capturar a história em uma página, na sua cabeça, e no storyboard no tempo permitido, usando uma quantidade certa de dinheiro para fazer isso? Igual a vida, né?

Novamente igual a vida e igual àquela citação de cinema que todos nós conhecemos, dirigir um seriado é como uma caixa de chocolates: você nunca sabe o que vai obter. Você conhece a história somente quando os roteiristas mandam o roteiro para o seu e-mail…é bem louco porque você não tem como saber o que vai ser a história, o que esperar, e a antecipação faz disso um jogo da paciência. Então, quando você recebe as páginas (esperançosamente em tempo), você tem que estudá-la intimamente. Sem um entendimento total da história e das jornadas dos personagens, é quase impossível tentar contá-la com câmeras e atores. Você precisa conhecer cada cena, cada batida, todas as nuances, e como tudo isso contribui para a história como um todo. Uma vez eu li um artigo dizendo que o Anthony Hopkins lê um roteiro 60 vezes enquanto está na produção de um filme – eu acho que isso é ótimo e sempre tento me espelhar em alguém tão bom quanto ele. Eu pensei que, se ele faz isso, então é porque deve funcionar.

Depois de sentar com os roteiristas, que também são os produtores, e entender o tom do episódio como um todo, você começa a escolher locações e andar pelos sets com o diretor de fotografia, com o roteirista, com os produtores, com o assistente de diretor, com a produção de design, com os departamentos de arte, construção, e todas as pessoas que vão trazer o episódio à vida. A quantidade de informação que a equipe do escritório processa em um único dia é incrível. É como nossa própria prefeitura, com regras e utilidades. Nós temos nossos bombeiros, nossos caras da eletricidade, nosso abastecimento de comida, caminhões de combustível, e um grande pedaço de propriedade que nos permite construir o mundo que vocês vêem em cena. Nesse lugar maravilhoso, nós ficamos enfiados durante nove meses por ano. Então, depois de reuniões, observações e testes de cabelo e maquiagem, provas de figurino, e muitas piadas, é hora de seriedade, gritar ‘ação’ e começar a gravar.

À história, aos atores, à equipe, aos artistas, aos chefes e ao público…obrigado por deixarem esse cara aqui viver o sonho da adolescência e ser um diretor. Ou, pelo menos, tentar ser um. Isso significa o mundo para mim, e eu espero que vocês tenham gostado.

Eu fui até o Twitter para ver se vocês tinham algumas perguntas, e escolhi algumas para responder.

@katteachart perguntou: Qual foi a experiência que mais te abriu os olhos em ser um diretor?
Honestamente, a experiência que MAIS me abriu os olhos literalmente foi a QUANTIDADE de trabalho que acontece nos bastidores para fazer cinco minutos de cena – imagina durante uma temporada inteira!

@somrhwlder perguntou: Eu tenho pouco tempo livre, e eu só vou para a escola. Como você tem tempo para ser ator, diretor, e cuidar da ISF?
Ha! Ótima pergunta! Eu tenho a melhor parceira do mundo, e ela me mantém ativo! Minha linda esposa é a pessoa mais saudável que eu já conheci e ela se certifica de que eu durma bem, coma comidas saudáveis e tenha um aspecto feliz e saudável. Muitos estimulantes naturais, vitaminas e meditação.

@yarosnikulina perguntou: Qual foi a cena mais difícil que você fez nesses sete anos?
Episódio 14 da 2º temporada. É quando o Damon está deitado na estrada, e a garota Jessica aparece. Ela sai do carro olhando para essa cena peculiar, um cara deitado no meio da estrada com uma garrafa de bebida…Ele está muito perturbado, sentindo falta de ser humano, mas ele não pode contar para ninguém seus verdadeiros sentimentos a não ser que ele hipnotize as pessoas e depois as mate. Foi uma cena muito catártica de se gravar. Outra cena parecida foi a do final do episódio 10 da atual temporada, quando o Damon diz à sua mãe que ele a ama e que ele sente muito durante a batalha! Uau, duas grandes cenas…

@eldestdamon me mandou uma carta profundamente pessoal sobre a luta por sua saúde que vocês podem ler na conta dele.
Uau. Não tenho nada para dizer além de ‘uau’, meu amigo…sua força, sua sabedoria e sua coragem são muito inspiradoras. Apenas saiba que a sua habilidade e vontade de sobreviver com a atitude e o aspecto que você tem não podem ser encontrados facilmente por aí – é maravilhoso ouvir isso e eu sou muito grato. Continue com o belo trabalho e continue escrevendo – eu vou pensar em você nos estúdios durante as cenas quando as coisas ficarem difíceis. Tudo se trata de sobrevivência, cara, mas você é mestre nisso, e também tudo se trata de ser feliz. Espalhar felicidade e esperança por aí é um presente que você dá a todos nós. Eu sou grato por você estar nessa Terra. Eu espero apertar sua mão também, mas, até lá, continue em frente, lutando, e em algum momento ao longo do dia, não importa o quão duro possa ser, apenas sorria ou ria, porque quando você faz isso, o mundo sorri e ri com você também.

Fonte| Tradução e Adaptação: Equipe IanLovers.
Não reproduzir sem os créditos.

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